NA ALVORADA DO SÉCULO XIX iniciou-se a maior movimentação de povos da História, delimitando o período clássico da migração transoceânica que ultrapassaria a virada para o século seguinte. Nesse período, a Itália transformou-se na principal exportadora de mão-de-obra para o Novo Mundo. Os Estados Unidos receberam o maior contingente, depois vieram Argentina e Brasil – este último caracterizado por uma política imigratória bastante ativa na atração de mão de obra estrangeira, representada por São Paulo e seus grandes contratos de introdução de imigrantes subsidiados.
A potencialidade econômica do processo migratório estimulou a especialização das atividades de recrutamento, transporte e distribuição de emigrantes. Negócio próspero que contou com a participação de diversas empresas – companhias de navegação a vapor, companhias ferroviárias, companhias de colonização, armadores, agenciadores –, além dos serviços públicos nos países de origem e chegada.
A análise do movimento de populações entre Itália e Brasil, com especial atenção aos investimentos públicos que financiaram a política imigratória brasileira, sobretudo a paulista, permite apreender como esses recursos foram carreados para companhias de navegação, agências de introdução de imigrantes e outras atividades ligadas ao êxodo.

MERCADORES DE BRAÇOS: RIQUEZA E ACUMULAÇÃO NA ORGANIZAÇÃO DA EMIGRAÇÃO EUROPEIA

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